Diagnóstico e proposta de trabalho
Documento preparado a partir da conversa entre Resgatécnica e AI Deploy Club. Tudo que está aqui saiu da sua própria descrição da operação — nada foi presumido.
I — O que ouvimos
Distribuidora com marcas importantes, produto majoritariamente importado, e o faturamento apoiado em licitação pública. Setenta pessoas na operação, três compradores, uma pessoa dedicada a novos produtos.
O gargalo não é falta de demanda. É que cada etapa depende de alguém ler, conferir, cotar e digitar — e o dia não estica.
“Atraso de entrega, atraso de compra, atraso de tudo.”
Resgatécnica, sobre o ciclo comercial
II — O que você já recusou
Contrato dizia que o código-fonte era do fornecedor. Metade do valor adiantado, e cobrança mesmo se não funcionasse.
O que isso significa na prática: qualquer ajuste futuro passa obrigatoriamente por ele. Você aluga a própria operação.
Mais barata na entrada, mas com mensalidade de manutenção por tempo indeterminado, como se fosse mais um software da prateleira.
Seu próprio veredito: “daqui a pouco eu tô pagando mais que um SAP”.
Essas duas recusas dizem mais sobre o projeto certo do que qualquer lista de funcionalidades. Elas definem duas condições inegociáveis: independência e custo que não vira aluguel eterno.
III — O gargalo, em números
Hoje o corte é feito por falta de braço, não por estratégia. Editais são descartados por valor ou por especificação porque ninguém tem tempo de ler todos.
Como você resumiu: o tempo gasto numa licitação pequena é o mesmo de uma grande. Enquanto o filtro for humano, o critério continua sendo o tamanho do dia — e não o tamanho da oportunidade.
É exatamente aqui que a leitura automática muda o jogo: o descarte deixa de ser por cansaço e passa a ser por decisão.
IV — As cinco frentes que você apontou
Captar edital, ler especificação, decidir se atende, impugnar ou pedir esclarecimento, cotar com fabricante, formar preço com NCM, impostos e frete, montar proposta e documentos, e ainda analisar a proposta de quem ganhou.
Compra, almoxarifado, entrega e pós-venda que não conversam entre si. Mercadoria que às vezes está lá e às vezes falta — a informação não acompanha o físico.
Candidato aceita, a empresa paga exame médico, e a pessoa não aparece porque continua no CAT escalando salário. Triagem precisa acontecer antes de o dinheiro sair.
Conciliação manual e apuração por segmento, área e cliente consumindo o tempo de quem deveria estar analisando, não somando.
Nota, almoxarifado, NCM. Sua observação: ninguém fala de IA nessa parte com segurança. É terreno aberto — e é onde erro custa multa.
V — A decisão que destrava tudo
O Sapiens não expõe API e, pela sua leitura, não vai expor. Toda integração vira exportação manual repetida todo dia — que é o oposto de automatizar.
A migração para o SAP, que expõe API, não é detalhe de TI: é o que permite qualquer camada de inteligência ler e escrever sozinha, sem alguém no meio.
Consequência prática de sequência: o que depende de dado ao vivo do ERP anda junto com a migração. O que não depende — leitura de edital, triagem, análise documental — pode começar antes, sem esperar.
VI — Frente 01 · Licitação
Busca automática, filtrada pelos seus critérios de volume, órgão e região. O que não interessa nunca chega à mesa de ninguém.
O sistema compara o item exigido com o que você distribui e responde a única pergunta que importa: atende ou não atende.
Quem são os concorrentes prováveis e quais fornecedores atendem aquela especificação, com base no mercado e no seu histórico.
Quando a especificação está direcionada, sai o texto fundamentado pronto para o seu jurídico revisar — mastigado, como você mesmo descreveu.
“A gente pega muito mais de cem editais por mês. Mas tem muitos que a gente nem interessa.”
Resgatécnica
O ganho real não é velocidade de leitura. É deixar de descartar por falta de braço uma licitação que valia a pena disputar.
Entra no ar como frente fechada e sua equipe só opera. É o caminho mais rápido para parar de perder edital por falta de braço.
Definimos a arquitetura junto, formamos quem vai tocar e revisamos antes de ir para produção. A capacidade fica dentro de casa.
VII — Frentes 02 e 03 · Operação e pessoas
Ligar compra, almoxarifado, entrega e pós-venda numa linha só, em que cada etapa sabe o estado da anterior.
Pedido ganho abre a compra sem redigitação.
Almoxarifado responde o que existe fisicamente, não o que deveria existir.
Atraso avisa antes de virar reclamação do cliente.
Filtrar antes de gastar. A triagem acontece na entrada, não depois do exame médico pago.
Questionário estruturado gera leitura de perfil e ordena os candidatos.
Verificação pública do que é verificável, dentro do que a lei permite e com registro de consentimento.
Chegam à entrevista presencial dois ou três nomes — não a fila inteira.
Nota de responsabilidade: triagem de pessoas exige base legal, consentimento e decisão final humana. Isso entra no desenho desde o começo, não como remendo.
Ligamos as pontas com o ERP e entregamos as duas frentes prontas — inclusive a parte chata de conciliar cadastro entre sistemas.
São as frentes mais didáticas para o time começar: regra clara, resultado visível e risco baixo se algo precisar ser refeito.
VIII — Como trabalhamos
O código roda na sua infraestrutura e fica com você. Trocar de parceiro no futuro tem que ser uma decisão sua — nunca uma dependência técnica.
Sua equipe já usa Claude, Copilot, Gemini e GPT no dia a dia. O trabalho é transformar esse uso avulso em processo, não substituir ferramenta que já funciona.
Cada frente entra no ar sozinha e já devolve tempo. Nada de projeto longo em que o valor só aparece no fim.
Toda decisão automática registra o porquê. Em licitação e fiscal, rastro não é luxo — é defesa.
IX — Quem constrói
Você disse que está estudando IA, que já tem alguém na equipe ajudando e que o que o incomodou nas outras propostas foi a dependência. Então não faz sentido oferecer um caminho só.
Nossa equipe desenha, constrói e coloca no ar. Sua equipe recebe treinada para operar, e a documentação fica com vocês.
Faz sentido quando: a frente é urgente, ou o time interno já está no limite — que é o caso da licitação hoje.
Seu time constrói, com a nossa formação, a arquitetura definida junto e revisão do que for para produção.
Faz sentido quando: você quer a capacidade dentro de casa — exatamente o que você já começou a fazer por conta.
E dá pra misturar. O comum é começar pelo caminho A na frente que está sangrando, enquanto o time entra pelo caminho B nas frentes seguintes — aí a casa aprende fazendo, sem o negócio esperar.
Nos dois casos o código é seu e roda na sua infraestrutura. O que muda é quem constrói — nunca de quem é o resultado.
X — Ordem de trabalho
Mapear os critérios reais de triagem de edital com quem faz isso hoje, e levantar os documentos-modelo. Não depende do ERP nem da migração — e acontece lado a lado nos dois caminhos.
Captação no PNCP, triagem por critério, leitura de especificação e dossiê de impugnação. É a frente que devolve tempo primeiro e financia as seguintes.
Entra quando a API do ERP estiver disponível: compras, almoxarifado, entrega e financeiro conversando com a camada de inteligência.
Contratação, apuração financeira por segmento e a frente fiscal — estoque, nota e NCM, o terreno que você identificou como descoberto.
Cada frente pode seguir por um caminho diferente. Investimento e cronograma são tratados diretamente com o Rafael, na conversa — não neste documento.
XI — O ciclo completo, ponta a ponta
XII — Próximo passo
O que trava qualquer projeto de licitação não é modelo de IA — é critério. Antes de escrever qualquer linha, precisamos ouvir de quem lê os editais hoje o que faz um edital ser descartado.
Com isso na mão, a primeira frente já tem escopo fechado e começa sem depender da migração do ERP.
Dois ou três editais reais — um que valeu a pena e um que foi descartado.
Quem, hoje, decide se um edital entra ou não.
Situação atual da migração para o SAP.
Sua inclinação entre os dois caminhos — nós construirmos, seu time construir, ou um de cada por frente.
Documento preparado para a Resgatécnica